quinta-feira, 2 de maio de 2013

Perfeição

Se tudo fosse assim tão perfeito . . .



Se tudo fosse assim tão simples. . . 


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Dor



Chega sem ser anunciada, instala-se de mansinho . . . sobe um pouco de cada vez. Sem que muito tempo tivesse passado controla já parte direita dos meus movimentos. O receio de algo mais sério . . .o medo começava apoderar-se. A cada tecla uma pontada. . . a cada movimento, cada deslizar do rato um novo sentir. Respiro fundo ajuda a esquecer . . . a desviar a atenção deste novo, velho sentir. Uma linha . . . uma fina e delicada linha percorre os meus
dedos, segura o meu pulso. . . liga o meu cotovelo. . .segue até ao ombro. Parou, acumulou. Uma linha armadilhada segura por dentro, uma fina linha que limita, que condiciona a liberdade do querer . .  a liberdade do desejo, de percorrer curvas e recantos meus. Sentir o desejo a crescer a humedecer. . . e nada posso fazer. ali fico deitada, de olhos fechados esperando que chegue aquelas mãos fortes e suaves. Aqueles dedos marotos que percorrem as minhas pernas chegando a mim. . . . ali estou de olhos fechados deitada esperanto que chegue . . .


terça-feira, 30 de abril de 2013

Uma inquietação... um burburinho por dentro roubava a atenção da organização dos papeis... na minha mente palavras imagens atravessavam-se...não podes adiar mais....toque quente de tua boca . . . sabor intenso . . . papeis . . . obrigações . . . dever. . . . quando já tudo estava baralhado decidi desistir  desliguei a luz. . . . acendi umas velas pela casa... servi-me uma dose com gelo e gotas de limão... o doce e ácido sempre me deram prazeres . . . 
despi-me e olhei-me no espelho de 2 metros . . .  demoradamente enquanto a combinação doce, ácida e gelada percorriam a minha garganta . . . apenas as três velas iluminavam . . . percorri tranquilamente as minhas curvas como que descobrindo pela primeira vez e amando cada recanto . . .o toque suave. . . as doces marcadas do tempo que tornavam reais a minha vivência, a minha existência. . .a água já corria o vapor envolvia-me, puxando-me . . . o quente fez um arrepio de prazer percorrer meu corpo . . . deixei a água correr fechei os olhos e senti o teu corpo colado ao meu tuas mãos percorrendo-me, sentindo-me . . . senti a tua excitação a aumentar a cada recanto que descobrias . . . a água percorria-me o corpo. . .

Hoje não quero . . .

 

Hoje não quero. . . não sinto o desejo ardente do corpo, hoje não. Hoje não quero os teus lábios,as tuas mãos, o teu corpo. Hoje quero caminhar sozinha na praia sentir a minha alma a elevar-se nos céus. Hoje quero ir para longe, dançar no frio da noite, perder-me na escuridão de quem sou. Dou por mim com um sorriso pregado nos lábios, sorriso constante de desejo de contentamento e desprazer e deixo-me ir. Ir na corrente sem ser arrastada por ela, ser o fio condutor. Hoje quero dançar como nunca, descalça pelas ruas, pulando e rindo. Hoje é o dia de ir e não voltar...





domingo, 28 de abril de 2013

Músicas do passado

Foi um regresso ao passado na música, na companhia, na bebida . . .não consegui decorar todas as música, se uma próxima houver vou tomar nota do nome delas . . . mas de ontem ficam estas duas tocadas bem alto . . . cantadas



sábado, 27 de abril de 2013

Noite alucinante

uma troca e baldroca de planos transformou uma sexta-feira num fenómeno inesquecível. Um convite para jantar com promessa de uma festa, depois de um sim muito tardio e em cima do acontecimento as forças e a vontade perderam-se, mas não voltaria atrás. Não me preocupei com a roupa, com a maquilhagem  . . . umas calças pretas com uns toques de brilhantes uma túnica com mangas a 3/4, sem decote sequer . . . apenas um toque no cabelo e em companhia de 4 garrafas de vinho fui. O jantar revelou-se agradável e o vinho um surpresa estonteante. Fiquei feliz por não me ter produzido iria sobressair e não me interessava isso, apenas dançar deixar-me levar. A noite já entrará quando chegamos à festa, nas veias o vinho começava a fazer-se sentir. demorei a aquecer, a música não me chamava. Estudei o que me envolvia. . . pessoas, muitas pessoas diferentes maioria muito descontraída, algumas super produzidas. . . mulheres, amigas se divertindo . . grupos de amigos bebendo e olhando . .  namorados, casais. . . a música foi entrando em mim, o bacardi cola ajudou a recordar um prazer passado, o gosto, o sabor era o mesmo gravado há muitos anos na minha memória.  Numa das idas ao bar o teu olhar cruzou-se com o meu, em lados opostos a música comandava o meu corpo e o teu olhar 
prendeu-se em mim, fiquei o tempo necessário para que os teus olhos se colassem a mim e já servida regressei ao meu grupo. No meio de todos destacavas-te. . . camisa branca, gravata vermelha. há alguma coisa num homem de jeans, camisa e gravata que me tira do sério . . . estavas acompanhado por alguns amigos e uma 
mulher mas o teu olhar procurava-me enquanto dançavas com ela, não me preocupei não te via aliança parecia mais um engate da noite. Não deixei de dançar de pular, divertir-me rir, beber. Uma vez mais no bar mas uma vez lados opostos, querias o meu número mas não te daria, afinal apenas pretendia divertir-me no ali e agora. . . provoquei-te como só eu sei sem que nada mais sem que mais ninguém disso se apercebe-se a noite chegava ao fim . . . e eu não comandava o meu corpo os meus desejos mais do que loucura apenas queria um beijo, segurei o teu olhar enquanto caminhava de forma segura para o jardim. Sentei-me e deixei que a brisa fria me acalma-se o desejo sedento do corpo. No meio da névoa vi-te aproximar, camisa branca gravata vermelha passas-te por mim e disseste onde ias. Este era o momento ou seguia-o e provava o sabor daquela boca ou virava costas. Seria loucura que estaria eu a  fazer, engatar numa discoteca. . . deixei o desejo apoderar-se de mim e segui o caminho, perfeito um recanto perfeito encostei-me à parede e esperei... senti aproximares-te e abri os olhos, não te deixei falar, não queria ouvir a tua voz, saber o teu nome, que mulher era aquela. . . queria apenas e somente ser beijada. Deixei a tua boca sentir o sabor doce e quente da minha,
 as tuas mãos procuraram de imediato as minhas mamas . . . aqueles segundos souberam a uma leve eternidade . . .beijei-te uma vez mais e sem nada mais dizer virei costas de voltei para a pista de dança, os teus olhos seguiram-me. Demoras-te aparecer, fizeste questão de passar por mim ignorei-te para sentires o desejo a aumentar . . . A hora chegou a viagem seria longa, partimos. . . mas nesta noite sei que a beijas-te pensando em mim, arrancas-te a sua roupa. . .  possuíste-a pensar no meu cheiro, na minha boca. . . mim.


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Farol

O dia em que deixei de ser barco à deriva . . .


para me tornar um farol que ilumina.
De uma forma simples e singela o caminho é feito, um passo de cada vez. A tranquilidade mora em mim, a paz me possui. O desejo de voltar a sentir-te fez-me ir já noite dentro ao teu encontro. despreocupada com as consequências deixei tudo e caminhei. . . noite negra iluminada pela Lua cheia sem nada mais sentir . . . caminhei descalça para melhor ouvir-te